Você tem que usar uma camisa da MCD, uma bermuda da Mormaii e um tênis Globe.
Você tem que ter um IPod e um celular bacana.
Você tem que andar em um maldito carro todo emperiquitado tocando aquele som horroroso que só fala de putaria e trata a mulher como se fosse um lixo.
Se não for assim, você não é legal!
Qual o motivo de termos que ser iguais uns aos outros? Não são as diferenças que dão graça ao mundo? Não são as diferenças gritantes que fazem de São Paulo um lugar tão legal e tão abominável ao mesmo tempo? Então responda rápido: O que nos força a agirmos, dançarmos e nos vestirmos todos iguais?
A sociedade, ou melhor, a mídia manipuladora, criou um padrão para que as pessoas se ajam, vistam roupas, falem, e a população, na maioria das vezes ignorante, abraça isso, acha que se não for assim, vão ser ridículas, quando, acabam sendo ridículas quando agem de forma plástica e surreal, como um personagem da Malhação.
Dos padrões que a mídia criou, o que mais me irrita é o da "beleza ideal", que não é tão ideal assim. A maioria das mulheres que eu conheço, não é feliz com o corpo, acha que está gorda, que tem os seios pequenos ou grandes demais, todas querem ser como a Giselle Bündchen ou aquelas modelos esqueléticas que desfilam para as grifes.
Se, por acaso, um dia todas as modelos ficarem obesas e a mídia bater palma, todas as meninas reclamariam por estarem "magras demais". Essa mania por ser magra causa uma série de problemas, físicos e mentais, que afetam garotas principalmente. Anorexia, bulimia, bla bla bla. Vez ou outra, um jornal mostra uma reportagem de uma menina que morreu por uma dessas doenças que eu classifico como sendo do grupo denominado por mim como adipofobia (=]), mas sempre esquecemos da pobre garota de 1,80m que morreu pesando 45 quilos, e isso, é culpa da mídia, que, ao invés de fazer uma campanha de conscientização para acabar com essas doenças, faz um tremendo barulho para filmes como "O diabo veste Prada", onde uma das personagens solta a frase "Só mais uma diarréia e eu atinjo o peso ideal".
Quantas vezes devo repetir que não é preciso ser magra para ser bonita, Marilyn Monroe por exemplo é um dos maiores ícones sexuais de toda a história e não era a mais magra das moças.
As pessoas tem que dar menos atenção ao que a mídia prega, tem que avaliar melhor o que assiste na televisão, o que podemos engolir e digerir (2%) e o que temos que cuspir (98%), as pessoas devem viver suas próprias vidas, com suas próprias identidades. Afinal, o que é melhor, ser uma pessoa especial, diferente de todos (diferente não é o mesmo de esquisito) ou ser só mais uma ovelha. Irreconhecivel no meio do rebanho?
Escrito por Guilherme Barreiro Moreira. Pobre, feio e gordo, porém totalmente satisfeito de ser ele mesmo!
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2 comentários:
Nossa, Gui! Gostei muito deste texto!
Parabéns!
Porém, acredito que a mídia perde força quando o assunto é comportamento. Pois, não é visto anúncios dessas marcas citadas e, onde se encontra isso, é em mídias específicas e segmentadas.
Se observarmos, muitas coisas que são moda hoje não estão nas mídias convencionais.
Pode parecer clichê, mas este lance de comportamento e padrão está amarrado ao que chamamos de "aceitação de um grupo", hoje em dia falasse em tribos!
O bom é o discurso saudável deste tema. Pois, sempre haverá os pseudos-alguma coisa, os que odeiam os pseudos-alguma coisa e por aí vai.
Abração, meu irmãozasso!!!
Até breve!
Infelizmente...
Somos uma minoria!
Tem muita coisa errada nesse mundo, e só 2% conseguem ver. 98% preferem rir se olhando no espelho.
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